Curitiba
Vistos de negócios para empresários de Curitiba
A sétima maior economia municipal do país junta indústria, tecnologia e um polo automotivo na região metropolitana. Para quem quer levar a empresa curitibana aos EUA e acompanhar a operação de perto, a Kora acompanha o caso em português, ao lado dos advogados americanos parceiros.

Em resumo
Como a empresa de Curitiba chega aos EUA?
- Curitiba tem 230.758 empresas — e o 7º maior PIB municipal do país, segundo o IBGE.
- A indústria de transformação emprega 93 mil pessoas na cidade — 7,4% do pessoal ocupado em 2024.
- L-1A e EB-1C — para quem dirige a empresa no Paraná e vai abrir a filial americana.
- EB-5 e E-2 — para quem prefere investir, com ou sem segunda cidadania.
- Posto mais próximo: São Paulo — mas a entrevista pode ser marcada em qualquer um dos cinco postos que emitem visto.
01 · Curitiba
O que leva a empresa curitibana para os EUA?
Indústria, tecnologia e serviços com clientes fora do país. Curitiba reúne a Cidade Industrial, um polo automotivo na região metropolitana e 415 startups. Em 2025, as empresas sediadas na cidade exportaram US$ 124 milhões para os EUA, segundo o Comex Stat.
Curitiba tem o 7º maior PIB municipal do Brasil, R$ 120,1 bilhões em 2023, e reúne 230.758 empresas, segundo o IBGE. O comércio responde por 17,2% do pessoal ocupado, os serviços administrativos por 15,9%, e a indústria de transformação por 7,4%, o equivalente a 93 mil pessoas. Boa parte dessa indústria fica na Cidade Industrial de Curitiba, a CIC, e no polo automotivo da região metropolitana, onde montadoras como Renault, Volvo e Volkswagen/Audi movimentam uma rede de fornecedores de autopeças, metalurgia e engenharia.
A cidade também é sede da Positivo e ocupa o 6º lugar do país em número de startups, segundo o Sebrae. No comércio exterior, o Paraná exportou US$ 1,21 bilhão para os EUA em 2025, 5,1% do total, e os EUA ficaram em 3º lugar entre os destinos do estado, atrás da China e da Argentina, segundo o Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento.

02 · Curitiba
Quais vistos combinam com as empresas de Curitiba?
Para a indústria ou a empresa de tecnologia que vai abrir uma operação americana, o caminho mais usado é o L1A, com o EB-1C como passo seguinte. O EB-5 serve a quem quer investir, e o E-2 a quem tem segunda cidadania de país com tratado.
- Visto L-1. a transferência do dono, diretor ou gerente para a filial. Exige um ano contínuo, nos últimos três, na empresa do grupo no Brasil. A filial nova recebe um primeiro visto de um ano, e o cônjuge, com o L-2, pode trabalhar.
- Green card EB-1C. para o executivo que dirige a operação americana, com a empresa do grupo nos EUA ativa há pelo menos um ano.
- Green card EB-5. aporte de US$ 800 mil em área elegível ou de US$ 1,05 milhão nas demais, com 10 empregos criados nos EUA.
- Visto E-2. para o curitibano com cidadania italiana, alemã, espanhola ou portuguesa. O Brasil não tem tratado, e o visto sai pela outra cidadania, sem valor mínimo fixo.
- Visto B-1. para feiras, reuniões com fornecedores e negociação de contratos, sem trabalhar nos EUA.
03 · Curitiba
Onde é a entrevista para quem mora em Curitiba?
Curitiba não tem posto consular americano que emita visto. O mais próximo é o Consulado-Geral em São Paulo, a cerca de 410 km, mas o agendamento pode ser feito em qualquer um dos cinco postos que emitem visto no Brasil.
Na atualização do Departamento de Estado de setembro de 2026, a espera em São Paulo era de cerca de um mês para o visto de visitante B-1/B-2 e de menos de duas semanas para vistos com petição aprovada, como o L-1. Porto Alegre, a outra opção no Sul, tinha a fila mais longa do país: dois meses e meio para o B-1/B-2 e um mês para os vistos com petição.
Os números mudam toda semana e aparecem na página de tempos de espera do Departamento de Estado. Desde setembro de 2025, a entrevista de não imigrante precisa ser feita no país de nacionalidade ou de residência, e a escolha do curitibano fica entre os cinco postos brasileiros.

04 · Curitiba
Como a Kora atende o empresário de Curitiba?
Com reuniões por vídeo, em português, com a Ida. Na maioria dos casos, o processo é conduzido pelos advogados americanos parceiros, e a Kora levanta os documentos da indústria ou da empresa de tecnologia, confere com o contador paranaense os números que vão para o caso e acompanha o processo até o consulado. A estratégia é confirmada e assinada pelo advogado americano parceiro.
Numa indústria da CIC ou da região metropolitana, o oficial americano quer entender o que a filial vai fazer nos EUA: vender, prestar assistência técnica, montar ou distribuir. Os advogados parceiros preparam o plano de filial com organograma, cargos, metas e contratação local, e a Kora ajuda o cliente a reunir esses dados, porque o L-1 de filial nova é aprovado por um ano e a renovação depende de a operação ter saído do papel.
Para empresas de software e serviços, o foco muda para contratos com clientes americanos, equipe e receita em dólar. Em todos os casos, o executivo precisa comprovar um ano contínuo de trabalho, nos últimos três, numa empresa do grupo, e o quadro societário das duas pontas tem de bater. Balanços, contrato social e atas recebem tradução certificada para o inglês, e o cliente fica com uma cópia de tudo o que vai para o governo americano.
Quem também tem carreira de destaque no design, na pesquisa ou na tecnologia pode ver a página de vistos de talento em Curitiba.

Dúvidas
Perguntas frequentes
Curitiba: o que mais perguntam antes da Consulta de Caso.
Minha empresa fica na CIC e fabrica autopeças. O L-1 serve para abrir um escritório de vendas nos EUA?
Pode servir. O L-1 aceita filial de vendas, de assistência técnica ou de distribuição, desde que a operação seja real, com sede, plano e estrutura para o seu cargo de direção. A fábrica no Paraná continua operando durante todo o processo.
Quem mora em Curitiba precisa fazer a entrevista em São Paulo?
Não necessariamente. São Paulo é o posto mais próximo, mas, para vistos de não imigrante, você pode agendar em Brasília, no Rio, em Recife ou em Porto Alegre. A Kora confere as filas antes de sugerir uma data.
Tenho cidadania alemã. Posso usar o E-2?
Pode, se a cidadania estiver reconhecida e o investimento for substancial em relação ao negócio. O Brasil não tem tratado de E-2 com os EUA, e por isso o pedido é feito pela cidadania alemã, com o passaporte alemão.
Sou sócio de uma startup curitibana. O EB-1C vale para mim?
O EB-1C é para executivos e gerentes de alto nível que dirigem a operação americana, com a empresa do grupo nos EUA ativa há pelo menos um ano. Numa startup que ainda não tem filial lá, o L-1 costuma vir antes.
Posso ir a feiras do setor automotivo nos EUA antes de abrir a filial?
Pode, com o visto B-1/B-2. Ele permite reuniões, feiras e negociação, mas não permite trabalhar para a empresa nos EUA nem receber salário de fonte americana.
Consulta de Caso
A sua empresa em Curitiba já tem cliente, fornecedor ou parceiro nos EUA, e falta decidir como estar presente por lá?
Na Consulta de Caso Empresarial, a Kora conversa sobre a operação no Paraná, o seu cargo e o desenho da filial e explica como ela e os advogados parceiros podem ajudar, antes de qualquer contrato.
