Vistos de negócios

Vistos de negócios e investimento nos EUA para empresários brasileiros

L-1, E-2, E-1, EB-5, EB-1C e B-1: os advogados americanos parceiros preparam o caso, e a Kora acompanha e organiza a prova da sua empresa e do seu investimento.

Prédios de Manhattan ao entardecer, com o céu em tons de vinho refletido na água
Logo da Kora Visas: a palavra Kora em dourado

Em resumo

Quais vistos de negócios existem para o empresário brasileiro?

  • L-1 — para quem tem empresa no Brasil e vai abrir ou dirigir uma filial nos EUA; abre caminho para o green card EB-1C.
  • E-2 e E-1 — só para quem tem segunda cidadania de país com tratado, porque o Brasil não tem esse tratado com os EUA.
  • EB-5 — green card por investimento a partir de US$ 800 mil, com geração de 10 empregos.
  • B-1 — para reuniões, feiras e negociações, sem permissão para trabalhar.
  • Caso preparado com prova — os advogados parceiros preparam o caso, e a Kora ajuda a reunir e organizar a evidência da empresa e do investimento; a estratégia jurídica fica com o advogado parceiro.

Os caminhos

Quais vistos de negócios existem para brasileiros?

São seis caminhos principais: L-1 e EB-1C para quem leva a própria empresa, E-2 e E-1 para quem tem cidadania de país com tratado, EB-5 para quem investe a partir de US$ 800 mil e B-1 para viagens de negócios sem trabalho nos EUA.

O empresário brasileiro já ocupa espaço nos vistos de negócio. No ano fiscal de 2024, o Departamento de Estado emitiu 4.981 vistos L-1 para brasileiros, além de 6.980 vistos L-2 para cônjuges e filhos, segundo a tabela oficial de vistos de não imigrante. Só que o leque do brasileiro é menor do que o de outras nacionalidades.

O Brasil não tem tratado de comércio e investimento com os Estados Unidos, e por isso o visto E-2, o mais procurado por investidores no mundo, só fica disponível para quem tem uma segunda cidadania, como a italiana, a espanhola ou a portuguesa.

Sem ela, os caminhos de negócio passam pela empresa que o empresário já tem no Brasil (L-1 e, depois, EB-1C) ou pelo investimento direto com geração de empregos (EB-5). O B-1 completa a lista para quem precisa viajar a negócios sem morar nos EUA.

4.981

vistos L-1 para brasileiros no ano fiscal de 2024

6.980vistos L-2 para cônjuges e filhos
6caminhos de negócio para o brasileiro

Fonte: Departamento de Estado, Report of the Visa Office 2024.

Por perfil

Qual visto de negócios combina com cada perfil?

Depende de três perguntas: se o empresário tem empresa ativa no Brasil, se tem segunda cidadania de país com tratado e quanto pretende investir. A combinação das respostas indica os caminhos possíveis.

Visto L-1

Tem empresa no Brasil há pelo menos 1 ano e trabalha nela como gestor ou executivo: para abrir ou dirigir a filial americana. Depois de um ano de operação nos EUA, o mesmo perfil pode pedir o green card EB-1C.

Ver o visto L-1

Vistos E-2 e E-1

Tem cidadania italiana, espanhola, portuguesa, alemã, japonesa, argentina ou de outro país com tratado: E-2 para quem investe num negócio próprio nos EUA, E-1 para quem já faz comércio substancial com os EUA.

Ver o visto E-2

Green card EB-5

Tem capital a partir de US$ 800 mil e quer o green card direto, por investimento num projeto que gere 10 empregos.

Ver o EB-5

Quem define o visto de cada empresário é o advogado parceiro, porque os detalhes da empresa e do patrimônio mudam a resposta.

Prazo ou residência

Visto temporário ou green card: qual é a diferença?

L-1, E-2, E-1 e B-1 são vistos temporários, com prazo e renovação. EB-5 e EB-1C dão o green card, a residência permanente, que permite morar e trabalhar nos EUA sem prazo e, depois de alguns anos, pedir a cidadania.

Temporários

  • L-1, E-2, E-1 e B-1.
  • Têm prazo e renovação.
  • Muitos empresários começam por aqui.

Green card

  • EB-5 e EB-1C.
  • Residência permanente, sem prazo.
  • Depois de alguns anos, abre o pedido de cidadania.

Muitos empresários começam pelo temporário e passam ao permanente. O executivo que entra com L-1A para dirigir a filial pode pedir o EB-1C depois que a empresa americana completa um ano de operação. O momento ajuda: no Visa Bulletin de outubro de 2026, as categorias EB-1 e EB-5 estavam sem fila para brasileiros (status “current”), enquanto o EB-2 tinha retrocedido para 1º de janeiro de 2025.

Mesa de madeira com envelopes, caderno, caneta e uma xícara de café

O preparo

Como a Kora acompanha um caso de visto de negócios?

Na maioria dos casos, os advogados parceiros preparam o caso, e a Kora ajuda a reunir e organizar a evidência da empresa e do investimento que a imigração aceita: documentos societários, balanços, folha de pagamento, organograma, contratos, plano de negócios e prova da origem do dinheiro, tudo traduzido e organizado por requisito.

A imigração americana não conhece a empresa brasileira, e o empresário costuma subestimar isso. Para um L-1, não basta dizer que a matriz no Brasil existe e que o executivo manda nela. É preciso provar o vínculo societário entre as duas empresas, o ano de trabalho contínuo do executivo, o cargo de gestão com subordinados reais e a capacidade da matriz de sustentar a filial.

Para um E-2 ou um EB-5, a prova principal é o dinheiro: de onde veio, como saiu do Brasil e onde foi aplicado. O advogado parceiro define a estratégia e assina como representante. Na fase de espera, a Kora acompanha o processo e avisa o cliente de cada movimento.

A lista de evidências que a Kora reúne com o cliente:

  • Contrato social e alterações
  • Balanços
  • Guias de folha
  • Organograma assinado
  • Contratos de clientes
  • Extratos
  • Plano de negócios da operação americana

Taxas

Quanto custam as taxas do governo e quanto tempo leva?

As taxas do governo americano dependem do visto e são pagas à parte. A petição de L-1, por exemplo, custa US$ 1.385 à USCIS, mais US$ 500 de taxa antifraude e US$ 600 de taxa do programa de asilo para empresas que não são pequenas.

Os valores estão na tabela oficial de taxas da USCIS (8 CFR 106.2). O tempo total varia com o visto e com a fila do consulado. Os honorários da Kora e do advogado parceiro aparecem separados no contrato, apresentado depois da Consulta de Caso.

Taxa do governoValor
Petição de L-1 (USCIS)US$ 1.385
Taxa antifraudeUS$ 500
Programa de asilo (empresas que não são pequenas)US$ 600
Processamento expresso, com resposta em 15 dias úteis (desde março de 2026)US$ 2.965
Consulado, visto com petição (como o L-1)US$ 205
Consulado, visto EUS$ 315

A mudança

O que o empresário precisa saber antes de se mudar?

Que a vida nos EUA tem regras próprias e que quase tudo precisa ser provado. Quem chega sem falar inglês e querendo viver como no Brasil sente o choque logo nos primeiros meses.

Ida ouve isso há 30 anos. O empresário bem-sucedido no Brasil costuma achar que o que funcionava lá vai funcionar igual nos EUA, e se fecha num círculo só de brasileiros quando não fala inglês. Parte da Consulta de Caso é falar disso: escola dos filhos, trabalho do cônjuge (no L-2 e no E-2, o cônjuge pode trabalhar por causa do próprio status), moradia, banco e crédito. A transição fica mais leve quando a família sabe o que esperar.

Xícara de café ao lado de flores e livros empilhados sobre a mesa

Dúvidas

Perguntas frequentes

O que os empresários mais perguntam antes da Consulta de Caso Empresarial.

Brasileiro pode pedir o visto E-2?

Só com uma segunda cidadania de país com tratado, porque o Brasil não tem tratado de comércio e investimento com os EUA. Itália, Espanha, Portugal (desde março de 2024), Alemanha, Japão, Argentina, Colômbia e México estão entre os países com tratado, segundo o Departamento de Estado. A empresa americana precisa ter pelo menos 50% do capital nas mãos de cidadãos desse país.

Qual é o investimento mínimo para um visto de negócios?

Depende do visto. O E-2 não tem valor mínimo fixo: o investimento precisa ser substancial para o tipo de negócio e estar em risco. O EB-5 exige US$ 800 mil em área prioritária ou US$ 1,05 milhão nas demais, valores que serão reajustados pela inflação em 1º de janeiro de 2027. O L-1 não exige investimento mínimo, mas a filial precisa ter estrutura para funcionar.

Posso levar minha família com um visto de negócios?

Pode. Cônjuge e filhos solteiros menores de 21 anos recebem vistos de dependente, como o L-2 e o E-2 de dependente. No L-2 e no E-2, o cônjuge pode trabalhar nos EUA por causa do próprio status. Os filhos podem estudar. No EB-5 e no EB-1C, a família recebe o green card junto com o titular.

Preciso ter empresa nos EUA antes de pedir o visto?

Depende do caminho. No L-1 de escritório novo, a empresa americana é aberta antes do pedido, com espaço físico garantido. No E-2, o investimento precisa estar comprometido antes da entrevista. No EB-5, o dinheiro vai para um projeto ou para um centro regional. A Kora acompanha a sequência com o cliente e o advogado parceiro, para que a empresa, o investimento e o visto andem juntos.

O visto de negócios dá direito ao green card?

O EB-5 e o EB-1C já são green cards. O L-1A abre o caminho natural para o EB-1C depois que a filial americana completa um ano de operação. O E-2 é temporário e renovável sem limite de vezes, mas não leva sozinho ao green card; quem quer residência permanente precisa de outro caminho, como o EB-5.

A Kora garante que o visto será aprovado?

Não, e ninguém pode garantir. A decisão é do governo americano. O que a Kora faz é ajudar a reunir e organizar a prova de cada requisito, para que os advogados parceiros preparem o caso, o que reduz o risco de pedido de evidências e de negativa.

Para aprofundar

Kora Visas

Por Ida Ferraz — Fundadora da Kora Visas

Brasileira, Ida Ferraz mora nos Estados Unidos desde 1994 e trabalha há mais de 30 anos com processos de imigração. Fundou a Kora Visas na Califórnia para acompanhar o cliente ao lado de advogados americanos parceiros, que na maioria dos casos preparam e conduzem o processo, com informação a cada etapa e resposta em até 24 horas. Conheça a Kora · WhatsApp

Atualizado em

Consulta de Caso

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