Florianópolis
Vistos de negócios para empresários de Florianópolis
Na capital catarinense, o setor de tecnologia equivale a 21% do PIB municipal, e os EUA são o primeiro destino das exportações de Santa Catarina. Para o fundador que quer abrir a operação americana, a Kora acompanha o caso em português, ao lado dos advogados americanos parceiros.

Em resumo
Qual o caminho do empresário de Florianópolis para os EUA?
- 780 startups na cidade — o 2º maior número do país, atrás só de São Paulo, segundo o Sebrae.
- R$ 18,98 bilhões em tecnologia na Grande Florianópolis — 39,6% do faturamento do setor em Santa Catarina em 2025.
- L-1A e EB-1C — para o fundador ou diretor que vai abrir e comandar a filial americana.
- E-2 e EB-5 — para quem tem cidadania de país com tratado ou prefere investir.
- Porto Alegre ou outro posto — o mais próximo tinha a maior fila do país em setembro de 2026, e a entrevista pode ser marcada em São Paulo.
01 · Florianópolis
Por que o empresário de Florianópolis olha para os EUA?
Porque a economia da cidade gira em torno de tecnologia e serviços, que se vendem para fora sem passar pelo porto. E Santa Catarina teve os EUA como primeiro destino das suas exportações em 2025, com US$ 1,47 bilhão, 12,1% do total, segundo o Comex Stat.
Florianópolis tem 537.211 habitantes, 67.794 empresas e um PIB de R$ 31,2 bilhões em 2023, segundo o IBGE. O número que define a cidade vem da tecnologia. Segundo o Observatório Acate 2026, o setor catarinense faturou R$ 47,9 bilhões em 2025, alta de 12,7%, e a Grande Florianópolis respondeu por 39,6% disso, ou R$ 18,98 bilhões.
Na capital, o setor equivale a 21% do PIB municipal. A cidade tem 780 startups, segundo o Sebrae, e 5,9% dos ocupados em informação e comunicação, acima dos 5,6% da cidade de São Paulo. Há um detalhe que as estatísticas de comércio exterior escondem.
As empresas sediadas na capital exportaram só US$ 3,5 milhões em mercadorias para os EUA em 2025, segundo o Comex Stat, porque software e serviços não entram nessa conta. Quem vende licenças, projetos ou suporte para clientes americanos fica fora do dado, mas dentro do mercado.

02 · Florianópolis
Quais vistos combinam com as empresas de Florianópolis?
O L-1A atende o fundador que quer abrir a filial americana e continuar no comando. O EB-1C vem depois, como green card. O EB-5 é para quem prefere investir, e o E-2 depende de uma segunda cidadania.
- Visto L-1. para o sócio ou diretor que trabalhou um ano contínuo, nos últimos três, na empresa brasileira do grupo. A filial nova recebe um primeiro visto de um ano, e o L-1A pode chegar a sete anos. O cônjuge vai com o L-2 e pode trabalhar.
- Green card EB-1C. para o executivo que dirige a operação americana, quando a empresa do grupo nos EUA já funciona há pelo menos um ano.
- Visto E-2. para o fundador com cidadania italiana, espanhola, portuguesa (desde 2024), alemã ou de outro país com tratado. Não há valor mínimo fixo, mas o investimento precisa ser substancial para o negócio.
- Green card EB-5. US$ 800 mil em área elegível ou US$ 1,05 milhão nas demais, com 10 empregos criados nos EUA.
- Visto B-1. para reuniões com clientes e investidores, eventos de tecnologia e negociação de contratos, sem trabalhar nos EUA.
03 · Florianópolis
Onde é a entrevista para quem mora em Florianópolis?
O posto mais próximo de Florianópolis é o Consulado-Geral dos EUA em Porto Alegre, mas o agendamento de visto de não imigrante pode ser feito em qualquer um dos cinco postos que emitem visto no Brasil. Em 2026, essa escolha fez diferença.
Na atualização do Departamento de Estado de setembro de 2026, Porto Alegre tinha a maior espera do país: cerca de dois meses e meio para o visto de visitante B-1/B-2 e um mês para os vistos com petição, como o L-1. Em São Paulo, a espera era de um mês para o B-1/B-2 e de menos de duas semanas para os vistos com petição.
No Rio e em Recife, até o B-1/B-2 saía em menos de duas semanas.
Para o empresário catarinense, a conta é direta: um voo curto até São Paulo pode adiantar a entrevista em semanas. A regra federal de setembro de 2025 exige que a entrevista aconteça no país de nacionalidade ou de residência, e não no posto do estado.
Os prazos mudam toda semana e estão na página de tempos de espera do Departamento de Estado. A Kora confere a fila dos cinco postos antes de fechar o cronograma do caso.

04 · Florianópolis
Como a Kora atende o empresário de Florianópolis?
Por vídeo, em português, com a Ida Ferraz. Na maioria dos casos, os advogados americanos parceiros preparam e conduzem o processo, e a Kora organiza os documentos da empresa, ajuda o fundador a reunir os dados do plano da filial e acompanha o caso até a entrevista. O advogado americano parceiro confirma a estratégia e assina a petição.
Empresa de software tem um desafio próprio no L-1: mostrar operação real sem fábrica, estoque ou exportação registrada. Os advogados parceiros preparam essa prova, e a Kora ajuda a reunir os contratos de clientes, notas fiscais de serviço, folha de pagamento, organograma com as equipes que o fundador comanda e, quando houver, os termos do investimento recebido. Startups com rodadas de investimento costumam ter fundos, sócios estrangeiros ou holdings no quadro societário, e o oficial americano precisa enxergar que a filial pertence ao mesmo grupo.
A Kora resolve essa estrutura com o contador antes do registro da empresa americana. Quem também tem trajetória técnica de destaque pode olhar a página de vistos de talento em Florianópolis.

Dúvidas
Perguntas frequentes
Florianópolis: o que mais perguntam antes da Consulta de Caso.
Minha startup de Florianópolis ainda não dá lucro. Ela sustenta um L-1?
Pode sustentar. O L-1 não exige lucro. Pesam a operação real no Brasil, o seu cargo de direção por pelo menos um ano e um plano de filial viável. Investimento recebido e contratos com clientes ajudam a mostrar essa operação.
A fila do consulado de Porto Alegre atrasa o L-1?
Pode atrasar a entrevista, mas não a petição. Com processamento expresso, a USCIS decide em até 15 dias úteis, e a entrevista pode ser marcada em São Paulo, no Rio, em Recife ou em Brasília, onde a espera para vistos com petição era menor em setembro de 2026.
Vendo software para clientes americanos. Isso ajuda no L-1?
Ajuda como contexto do negócio. Contratos e faturamento em dólar mostram por que a filial faz sentido e qual será o trabalho dela nos EUA, mesmo sem aparecer nas estatísticas de exportação.
Tenho cidadania portuguesa. O E-2 é uma opção?
É, desde 2024, quando Portugal entrou na lista de países com tratado de E-2. A entrevista é feita com o passaporte português, e o investimento precisa ser substancial em relação ao negócio.
A Kora tem escritório em Florianópolis?
Não. A Kora fica na Califórnia e atende por vídeo, em português, empresários de qualquer cidade. Os documentos circulam de forma digital, e só a entrevista consular exige presença.
Consulta de Caso
A sua empresa em Florianópolis já atende clientes americanos e você quer abrir a operação de lá?
Na Consulta de Caso Empresarial, a Kora conversa sobre a estrutura da empresa, o seu papel e o plano da filial e explica como ela e os advogados parceiros podem ajudar, antes de qualquer contrato.
