Visto E-2

Visto E-2 para brasileiros com segunda cidadania

O visto de investidor que o Brasil não tem, aberto a quem também é italiano, espanhol, português, alemão, japonês ou de outro país com tratado. Os advogados parceiros preparam o pedido, e a Kora ajuda a reunir a prova do investimento e do negócio.

Vista de Lisboa ao pôr do sol, com os telhados da cidade ao fundo
Logo da Kora Visas: a palavra Kora em dourado

Em resumo

Quem pode pedir o visto E-2?

  • Só cidadãos de país com tratado — o Brasil não tem; Itália, Espanha, Portugal (desde 2024), Alemanha, Japão, Argentina e Colômbia têm.
  • Investimento substancial e em risco — sem valor mínimo fixo, mas proporcional ao negócio e já comprometido.
  • Negócio real, que não seja marginal — precisa gerar mais do que o sustento do investidor.
  • Prazo renovável sem limite — admissão de até 2 anos, prorrogável enquanto o negócio funcionar; o visto de italianos e espanhóis vale até 60 meses.
  • Cônjuge pode trabalhar — e os filhos solteiros menores de 21 anos podem estudar.

O visto

O que é o visto E-2 e por que o brasileiro precisa de segunda cidadania?

O E-2 é o visto temporário de quem investe num negócio próprio nos EUA e vai dirigi-lo. Ele existe só para cidadãos de países que têm tratado de comércio e navegação com os Estados Unidos, e o Brasil não está nessa lista.

É a primeira notícia que muito empresário brasileiro recebe com surpresa. O E-2 é o visto de investidor mais usado no mundo, porque não exige valor mínimo fixo, aceita negócios de porte médio e pode ser renovado indefinidamente. Só que ele depende da nacionalidade, e a lista de países com tratado do Departamento de Estado não inclui o Brasil.

A saída está na segunda cidadania, comum entre brasileiros descendentes de imigrantes. Para pedir o E-2, o investidor usa o passaporte do país do tratado, e a empresa americana precisa ter pelo menos 50% do capital nas mãos de cidadãos desse país. Os advogados parceiros preparam o pedido, e a Kora ajuda a organizar a prova da cidadania, do investimento e do negócio no mesmo dossiê.

Têm tratado com os EUA

  • Itália
  • Espanha
  • Portugaldesde 15/03/2024
  • Alemanha
  • Japão
  • Polônia
  • Argentina
  • Colômbia
  • México

Não têm: Brasil e Líbano, outra cidadania frequente entre brasileiros.

Requisitos

Quais são os requisitos do E-2?

Ter a nacionalidade do tratado, investir um valor substancial e em risco num negócio real e em operação, que não seja marginal, controlar e dirigir o negócio e ter a intenção de sair dos EUA quando o status terminar.

  • Nacionalidade. Passaporte do país do tratado e pelo menos 50% da empresa nas mãos de cidadãos desse país.
  • Investimento substancial. Proporcional ao custo de comprar ou abrir o tipo de negócio. Não existe valor mínimo na lei, e quanto menor o investimento, maior precisa ser a proporção aplicada.
  • Investimento em risco. O dinheiro já foi gasto ou está comprometido de forma irrevogável. Dinheiro parado na conta não conta.
  • Negócio não marginal. Precisa gerar mais do que a renda mínima para o sustento do investidor e da família, ou ter impacto econômico relevante.
  • Direção. O investidor desenvolve e dirige o negócio.
  • Origem lícita do dinheiro. Provada com documentos, do Brasil até a conta americana.

As regras estão na página do E-2 na USCIS.

Cidadania italiana

O que mudou com a lei italiana 74/2025?

A lei italiana 74/2025 mudou as regras da cidadania por descendência para pedidos feitos depois de 27 de março de 2025. Quem já tem a cidadania reconhecida continua com ela e pode usá-la para o E-2.

Para quem ainda não pediu, a regra ficou mais estreita. Pela nova redação, publicada na Normattiva, o nascido no exterior com outra cidadania só é italiano de nascimento se o pai, a mãe, o avô ou a avó tiver, ou tinha ao morrer, exclusivamente a cidadania italiana, ou se o pai ou a mãe morou dois anos seguidos na Itália depois de ter a cidadania e antes do nascimento do filho.

Na prática, o caminho “cidadania italiana e depois E-2” ficou mais difícil para quem ainda não tem o passaporte, e o planejamento precisa considerar outras cidadanias ou outros vistos.

  1. 27/03/2025

    Pedidos feitos a partir desta data seguem a regra nova da cidadania por descendência.

  2. Abril de 2026

    A Corte Constitucional italiana mantém a lei.

  3. Hoje

    Quem já tem a cidadania reconhecida usa o passaporte italiano normalmente para o E-2.

Caneta-tinteiro escrevendo à mão numa folha pautada

O preparo

Como a Kora acompanha um caso de E-2?

Na maioria dos casos, os advogados parceiros preparam o caso, e a Kora ajuda a organizar a evidência em torno de três provas: a nacionalidade do tratado, o investimento (valor, origem e aplicação) e o negócio (plano, estrutura e capacidade de gerar mais do que o sustento do investidor).

O ponto mais delicado do E-2 costuma ser o dinheiro. O consulado quer ver de onde ele veio, como saiu do Brasil e onde foi parar nos EUA, e cada etapa precisa de documento. A segunda prova é o negócio em si. Uma franquia, um restaurante, uma empresa de serviços ou a compra de um negócio existente pedem evidências diferentes.

A Kora reúne com o cliente a lista de evidências, organiza os documentos traduzidos e ajuda a preparar os formulários DS-160 e DS-156E, usados no consulado. Quem já está nos EUA em outro status pode pedir a troca para E-2 pela USCIS. O advogado parceiro define a estratégia e revisa o plano antes do protocolo, e a Kora acompanha o investidor na preparação para a entrevista.

Documentos que costumam entrar no dossiê:

  • Declaração de imposto de renda
  • Venda de imóvel ou de participação
  • Contrato de câmbio
  • Extratos
  • Comprovantes de pagamento do negócio
  • Contrato de locação
  • Contrato de franquia
  • Notas de compra de equipamentos
  • Plano de negócios com projeção de contratações

Prazo e família

Quanto tempo dura o E-2 e o que acontece com a família?

A admissão nos EUA vale até 2 anos e pode ser prorrogada de 2 em 2 anos, sem limite, enquanto o negócio funcionar. O visto no passaporte de italianos, espanhóis, portugueses, alemães, japoneses, argentinos e colombianos pode valer até 60 meses.

A validade do visto depende da tabela de reciprocidade de cada país, e alguns cobram taxa extra. O cônjuge pode trabalhar nos EUA por causa do próprio status, e os filhos solteiros menores de 21 anos podem estudar. Os dependentes não precisam ter a cidadania do tratado.

Taxa no consuladoValor
Visto E (todas as nacionalidades)US$ 315
Reciprocidade, italianosUS$ 198
Reciprocidade, espanhóisUS$ 124
Reciprocidade, portuguesesUS$ 79

Residência

O E-2 leva ao green card?

Não diretamente. O E-2 é temporário e exige a intenção de sair dos EUA ao fim do status. Quem quer residência permanente precisa de outro caminho, como o EB-5, o EB-1C ou um green card de talento.

Muitos investidores usam o E-2 para começar e, com o negócio crescendo, migram para o EB-5, que exige investimento maior e 10 empregos. O planejamento dessa passagem começa na Consulta de Caso.

Dúvidas

Perguntas frequentes

O que os investidores com segunda cidadania mais perguntam sobre o E-2.

Quanto preciso investir para o visto E-2?

A lei não fixa valor mínimo. O investimento precisa ser substancial em relação ao custo do tipo de negócio, e quanto menor o negócio, maior a proporção do custo total que o investidor precisa aplicar. O dinheiro também precisa estar em risco, já gasto ou comprometido de forma irrevogável. O valor adequado para cada caso é avaliado com o advogado parceiro.

Tenho cidadania portuguesa. Posso pedir o E-2?

Pode. Portugal entrou nos tratados E-1 e E-2 com os Estados Unidos em 15 de março de 2024. Quem obteve a cidadania de um país do tratado por investimento precisa ter morado nesse país por pelo menos três anos antes de pedir o visto E, regra que não se aplica a cidadania por descendência ou por casamento.

Ainda vale tirar a cidadania italiana para pedir o E-2?

Ficou mais difícil para pedidos feitos depois de 27 de março de 2025, por causa da lei italiana 74/2025, mantida pela Corte Constitucional em 2026. Agora é preciso ter pai, mãe, avô ou avó com cidadania exclusivamente italiana, ou pai ou mãe que morou dois anos na Itália antes do nascimento. Quem já tem a cidadania reconhecida pode usá-la normalmente.

Posso comprar uma franquia para o E-2?

Pode, e é um caminho comum. A franquia precisa cumprir os mesmos requisitos de qualquer negócio E-2: investimento substancial e em risco, operação real e capacidade de gerar mais do que o sustento do investidor. O contrato de franquia, o plano de negócios e a prova da origem do dinheiro entram no dossiê.

Meu cônjuge precisa ter a mesma cidadania?

Não. Os dependentes recebem o visto E-2 de dependente qualquer que seja a nacionalidade deles. O cônjuge pode trabalhar nos EUA por causa do próprio status, e os filhos solteiros menores de 21 anos podem estudar.

Quanto tempo posso ficar com o E-2?

Enquanto o negócio funcionar e cumprir os requisitos. Cada admissão vale até 2 anos e pode ser prorrogada sem limite de vezes. O visto no passaporte de italianos e espanhóis vale até 60 meses, e a renovação exige provar que o negócio segue ativo.

Para aprofundar

Kora Visas

Por Ida Ferraz — Fundadora da Kora Visas

Brasileira, Ida Ferraz mora nos Estados Unidos desde 1994 e trabalha há mais de 30 anos com processos de imigração. Fundou a Kora Visas na Califórnia para acompanhar o cliente ao lado de advogados americanos parceiros, que na maioria dos casos preparam e conduzem o processo, com informação a cada etapa e resposta em até 24 horas. Conheça a Kora · WhatsApp

Atualizado em

Consulta de Caso

Você tem a segunda cidadania e o capital, mas ainda não sabe se o negócio sustenta um E-2?

Na Consulta de Caso Empresarial, a Kora entende a cidadania, o investimento e o plano e explica como ela e os advogados parceiros podem ajudar, antes de qualquer contrato.

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