Visto E-1

Visto E-1 para quem já faz comércio com os Estados Unidos

O visto do comerciante por tratado, para empresas que vendem ou compram muito dos EUA e têm sócios com cidadania de país com tratado.

Porto de contêineres de Miami visto do alto, com navios de carga atracados
Logo da Kora Visas: a palavra Kora em dourado

Em resumo

Quem pode pedir o visto E-1?

  • Cidadão de país com tratado E-1 — Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, Japão, Argentina, Colômbia e México, entre outros; o Brasil não tem.
  • Comércio substancial e contínuo — volume relevante e recorrente de bens, serviços ou tecnologia.
  • Mais de 50% do comércio com os EUA — a maior parte do comércio internacional da empresa precisa ser entre os EUA e o país do tratado.
  • Mesmas regras de prazo do E-2 — admissão de até 2 anos, renovável enquanto o comércio continuar.

O visto

O que é o visto E-1?

O E-1 é o visto temporário do comerciante por tratado. Ele serve para quem conduz um comércio substancial e contínuo entre os EUA e o país do tratado, como o exportador, o importador ou a empresa de serviços que já fatura de forma recorrente com clientes americanos.

O E-1 é o primo menos conhecido do E-2. Os dois exigem a nacionalidade de um país com tratado e têm as mesmas regras de prazo e de família. A diferença está no que sustenta o visto. Por isso, o E-1 costuma interessar a quem tem uma operação de exportação ou importação madura e quer uma pessoa morando nos EUA para cuidar dela.

Segundo o Departamento de Estado, o comércio precisa ser substancial, ou seja, ter volume considerável e contínuo, e mais de 50% do comércio internacional do comerciante precisa ser entre os EUA e o país do tratado. Como no E-2, o Brasil não tem esse tratado, e o brasileiro só acessa o E-1 com uma segunda cidadania.

E-1O comércio

O volume que a empresa já faz com os Estados Unidos.

E-2O investimento

O dinheiro aplicado num negócio nos EUA.

Requisitos

Quais são os requisitos do E-1?

Nacionalidade do tratado, comércio substancial e contínuo, mais de 50% do comércio internacional com os EUA e uma função de comerciante, executivo ou empregado essencial na empresa.

  • Nacionalidade. O comerciante, ou pelo menos 50% dos donos da empresa, tem a cidadania do país do tratado.
  • Comércio substancial. Volume considerável, medido pelo valor e pelo número de transações, e contínuo, com várias operações ao longo do tempo.
  • Regra dos 50%. Mais da metade do comércio internacional da empresa acontece entre os EUA e o país do tratado.
  • O que conta como comércio. Bens, serviços, tecnologia, transporte, seguros, bancos, turismo e outras trocas de valor.
  • Função. O comerciante dirige a operação, ou o funcionário tem função executiva, de supervisão ou habilidades essenciais.

Países

Quais países têm tratado E-1?

A lista do Departamento de Estado inclui Itália (desde 1949), Espanha (desde 1903), Portugal (desde 2024), Alemanha (desde 1956), Japão (desde 1953), Argentina (desde 1854), Colômbia (desde 1948) e México (desde 1994), entre outros.

A lista completa está na página de países com tratado. Alguns países têm só E-2, então vale conferir antes de planejar.

Tratado E-1 com os EUA

  • Argentinadesde 1854
  • Espanhadesde 1903
  • Colômbiadesde 1948
  • Itáliadesde 1949
  • Japãodesde 1953
  • Alemanhadesde 1956
  • Méxicodesde 1994
  • Portugaldesde 2024

O Brasil não tem tratado E-1 com os Estados Unidos.

Mesa de madeira com envelopes, caderno, caneta e uma xícara de café

O preparo

Como a Kora acompanha um caso de E-1?

Os advogados parceiros preparam o caso, e a Kora ajuda a reunir a prova do comércio: notas fiscais, faturas, conhecimentos de embarque, contratos, extratos bancários e relatórios contábeis que mostrem o volume e a recorrência das operações com os EUA, além da prova de nacionalidade dos donos.

O caso de E-1 vive de números. A imigração quer enxergar o comércio em documentos, transação por transação, e a regra dos 50% precisa ficar evidente na comparação entre o que a empresa vende ou compra dos EUA e o que movimenta com o resto do mundo.

Na maioria dos casos, a Kora organiza esse material com o cliente e o contador da empresa, prepara tabelas de resumo por período e por parceiro comercial, providencia a tradução do que estiver em português e ajuda a preparar os formulários DS-160 e DS-156E para o consulado.

Para empresas de serviços, que não têm conhecimento de embarque, a prova vem de contratos, faturas e pagamentos recebidos. O advogado parceiro define a estratégia antes do protocolo, e a Kora acompanha o comerciante na preparação para a entrevista, que costuma perguntar sobre o modelo de negócio, os principais clientes e a função dele nos EUA. Depois da aprovação, a renovação exige mostrar que o comércio continua no mesmo nível.

Prazo e família

Quanto tempo dura o E-1 e o que acontece com a família?

As regras são as mesmas do E-2. A admissão nos EUA vale até 2 anos e pode ser prorrogada sem limite enquanto o comércio continuar. O cônjuge pode trabalhar por causa do próprio status, e os filhos solteiros menores de 21 anos podem estudar.

2 anospor admissão, prorrogável sem limite enquanto o comércio continuar.
US$ 315de taxa do visto E no consulado.
US$ 204de taxa extra do E-1 para espanhóis, um exemplo de reciprocidade.

A validade do visto no passaporte e as taxas de reciprocidade variam conforme o país do tratado. Como o E-2, o E-1 é temporário e não leva sozinho ao green card.

Dúvidas

Perguntas frequentes

O que os comerciantes mais perguntam sobre o E-1.

Qual é a diferença entre o E-1 e o E-2?

Os dois exigem cidadania de país com tratado e têm as mesmas regras de prazo e de família. O E-2 se baseia num investimento substancial num negócio nos EUA. O E-1 se baseia no comércio substancial e contínuo que a empresa já faz com os EUA, com mais de 50% do comércio internacional dela entre os EUA e o país do tratado.

Existe um valor mínimo de comércio para o E-1?

Não existe valor fixo na lei. O comércio precisa ser substancial, medido pelo volume e pelo número de transações, e contínuo, com operações recorrentes ao longo do tempo. Muitas transações menores podem pesar tanto quanto poucas transações grandes. A suficiência do volume é avaliada caso a caso.

Empresa de serviços pode usar o E-1?

Pode. O comércio do E-1 inclui serviços, tecnologia, transporte, seguros, turismo e outras trocas de valor, e não só bens físicos. Uma empresa de software ou de consultoria que fatura de forma recorrente com clientes americanos pode se qualificar, se cumprir a regra dos 50% e os demais requisitos.

Brasileiro sem segunda cidadania pode pedir o E-1?

Não, porque o Brasil não tem tratado E-1 com os Estados Unidos. Para empresários com operação no Brasil e sem segunda cidadania, o caminho mais comum é o L-1, que se baseia na própria empresa brasileira e na abertura de uma filial nos EUA.

Funcionários da empresa também podem receber o E-1?

Podem, se tiverem a mesma nacionalidade do tratado e função executiva, de supervisão ou habilidades essenciais para a operação nos EUA. A empresa precisa continuar cumprindo os requisitos de comércio e de controle por cidadãos do país do tratado.

Para aprofundar

Kora Visas

Por Ida Ferraz — Fundadora da Kora Visas

Brasileira, Ida Ferraz mora nos Estados Unidos desde 1994 e trabalha há mais de 30 anos com processos de imigração. Fundou a Kora Visas na Califórnia para acompanhar o cliente ao lado de advogados americanos parceiros, que na maioria dos casos preparam e conduzem o processo, com informação a cada etapa e resposta em até 24 horas. Conheça a Kora · WhatsApp

Atualizado em

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