Visto B-1
Visto B-1 para viagens de negócios aos Estados Unidos
Reuniões, feiras, conferências e negociações, sem permissão para trabalhar nos EUA. A Kora acompanha o preparo do pedido e da entrevista no consulado.


Em resumo
Para que serve o visto B-1?
- Viagens de negócios — reuniões com sócios e parceiros, feiras, conferências e negociação de contratos.
- Sem trabalho nos EUA — o B-1 não permite trabalhar nem prestar serviço remunerado no país.
- Emitido junto com o B-2 — para brasileiros, o visto B1/B2 vale 10 anos, com múltiplas entradas.
- Taxa de US$ 185 — e entrevista obrigatória para a maioria dos pedidos desde setembro de 2025.
O visto
O que é o visto B-1?
O B-1 é o visto de visitante a negócios. Ele permite entrar nos EUA para reuniões, feiras, conferências, negociação de contratos e consultas com parceiros, sem receber salário ou prestar serviço a empresas americanas.
Para o brasileiro, o B-1 quase sempre vem junto com o B-2, de turismo, num único visto B1/B2. Segundo a tabela de reciprocidade do Departamento de Estado para o Brasil, esse visto vale 120 meses, com múltiplas entradas e sem taxa de reciprocidade. A linha que separa o B-1 do trabalho é o ponto que mais gera problema.
Reunir-se com um cliente americano para fechar um contrato é permitido. Executar o serviço nos EUA, mesmo que pago pela empresa brasileira, pode ser considerado trabalho, e o oficial de imigração na chegada pode negar a entrada. Por isso, o empresário que pretende passar temporadas longas nos EUA ou dirigir uma operação local precisa de outro visto, como o L-1 ou o E-2.
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vistos B1/B2 emitidos para brasileiros no ano fiscal de 2024
Fonte: Departamento de Estado.
Os limites
O que é permitido e o que é proibido no B-1?
Permitido: reuniões, feiras, conferências, negociação de contratos, consultas com parceiros e resolução de inventário. Proibido: trabalhar, receber salário de fonte americana ou prestar serviço nos EUA.
Pode
- Reunir-se com sócios, clientes e fornecedores.
- Participar de feiras e convenções.
- Negociar e assinar contratos.
- Fazer pesquisa de mercado.
- Resolver questões de um inventário nos EUA.
Não pode
- Trabalhar para empresa americana.
- Receber salário pago nos EUA.
- Executar o serviço contratado por cliente americano.
- Administrar o dia a dia de uma empresa nos EUA.
As regras estão na página de vistos de visitante do Departamento de Estado.
A entrevista
Como é o pedido e a entrevista do B-1?
O pedido é feito pelo formulário DS-160, com pagamento da taxa de US$ 185 e agendamento da entrevista num dos consulados americanos que emitem vistos no Brasil: Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre.
Desde 2 de setembro de 2025, a dispensa de entrevista ficou restrita, na prática, à renovação de um B1/B2 com validade cheia, pedida até 12 meses após o vencimento, por quem tinha 18 anos ou mais na emissão anterior. Quase todo mundo voltou a passar pela entrevista, inclusive crianças até 14 anos e idosos acima de 79.
Em setembro de 2026, a espera pela entrevista ia de menos de duas semanas no Rio de Janeiro e em Recife a cerca de dois meses e meio em Porto Alegre, segundo o painel de tempos de espera do Departamento de Estado.
A entrevista do B-1 é curta, e cada resposta pesa. O oficial quer entender três coisas: o motivo da viagem, a ligação do viajante com o Brasil e a intenção de voltar. Boa parte das negativas nasce de detalhes evitáveis. Um deles é a inconsistência entre o que foi declarado no DS-160 e o que o empresário responde no guichê, como um cargo descrito de um jeito no formulário e de outro na conversa.
Outro é a viagem mal explicada, quando a agenda de negócios parece esconder uma intenção de trabalhar nos EUA. A Kora ajuda a preparar o DS-160 com cuidado e organiza os documentos de apoio. Antes da entrevista, o cliente revisa com a Kora as perguntas mais comuns.
Consulados que emitem vistos no Brasil:
- Brasília
- São Paulo
- Rio de Janeiro
- Recife
- Porto Alegre
Documentos de apoio que a Kora organiza:
- Carta da empresa brasileira
- Convite do parceiro americano
- Inscrição na feira
- Prova de vínculo profissional e financeiro no Brasil
Outro caminho
Quando o B-1 não é o visto certo?
Quando o empresário vai passar temporadas longas nos EUA, dirigir uma empresa americana ou prestar serviço a clientes americanos em território americano. Nesses casos, o caminho costuma ser o L-1, o E-2 ou outro visto de trabalho.
Usar o B-1 para trabalhar coloca em risco o próprio visto e pedidos futuros. Se o plano envolve operar nos EUA, vale conhecer os vistos de negócios antes de viajar.
Dúvidas
Perguntas frequentes
O que os empresários mais perguntam antes de viajar com o B-1.
Qual é a diferença entre B-1 e B-2?
O B-1 é para negócios (reuniões, feiras, negociações) e o B-2 é para turismo, visita a parentes e tratamento médico. Para brasileiros, os dois costumam ser emitidos juntos num único visto B1/B2, com validade de 10 anos e múltiplas entradas.
Posso trabalhar remotamente para minha empresa brasileira estando nos EUA com B-1?
É uma zona cinzenta. Atividades ligadas a reuniões e negócios da viagem são permitidas, mas uma estadia longa trabalhando nos EUA, mesmo para empresa brasileira, pode ser vista como trabalho incompatível com o visto. O oficial na chegada decide a entrada. Quem pretende passar temporadas longas trabalhando deve avaliar outro visto com o advogado parceiro.
Quanto custa o visto B-1?
A taxa consular é de US$ 185, paga antes do agendamento da entrevista. Brasileiros não pagam taxa de reciprocidade pelo B1/B2. A Kora informa qualquer taxa adicional que estiver vigente no momento do pedido.
Ainda existe dispensa de entrevista para brasileiros?
Só em casos limitados. Desde 2 de setembro de 2025, a dispensa ficou restrita, na prática, à renovação de um B1/B2 com validade cheia, pedida até 12 meses após o vencimento, por quem tinha 18 anos ou mais na emissão anterior. A maioria dos pedidos passa por entrevista no consulado.
Quanto tempo posso ficar nos EUA com o B-1?
O tempo de permanência é definido pelo oficial de imigração na chegada e aparece no I-94, geralmente o necessário para a viagem de negócios, com limite de até seis meses. A validade do visto (10 anos) é diferente do tempo de cada estadia.
Consulta de Caso
A sua viagem de negócios cabe no B-1, ou o que você vai fazer nos EUA já pede outro visto?
Na Consulta de Caso, a Kora entende a sua agenda e explica, em português, o que o B-1 permite antes da entrevista.
