Visto L-1
Visto L-1 para empresários brasileiros que vão abrir a filial nos EUA
Para quem tem empresa no Brasil e vai dirigir a operação americana. Os advogados parceiros preparam o pedido, e a Kora ajuda a reunir a prova do vínculo entre as empresas, do seu cargo e da estrutura da filial.


Em resumo
O que é preciso para o visto L-1?
- 1 ano de trabalho contínuo na empresa do grupo — em tempo integral, nos 3 anos anteriores ao pedido, fora dos EUA.
- Vínculo entre as empresas — matriz, filial, subsidiária ou afiliada, com controle comum provado em documento.
- L-1A ou L-1B — gerente ou executivo (até 7 anos) ou conhecimento especializado (até 5 anos).
- Escritório novo tem regra própria — primeira aprovação de 1 ano, espaço físico garantido e plano para sustentar o cargo gerencial.
- Família junto — cônjuge com L-2 pode trabalhar nos EUA; o L-1A abre caminho para o green card EB-1C.
O visto
O que é o visto L-1?
O L-1 é o visto de transferência dentro do mesmo grupo empresarial. Ele permite que o gerente, o executivo ou o profissional com conhecimento especializado de uma empresa no Brasil vá trabalhar na matriz, na filial, na subsidiária ou na afiliada do grupo nos EUA.
Para o empresário brasileiro sem segunda cidadania, o L-1 costuma ser o caminho de negócio mais direto para morar nos Estados Unidos. Ele não exige investimento mínimo nem sorteio, e serve tanto para quem já tem operação americana quanto para quem vai abrir a primeira filial. O pedido é feito pela empresa americana à USCIS no formulário I-129, e o executivo depois faz a entrevista no consulado no Brasil.
As regras estão no 8 CFR 214.2(l). A primeira admissão vai até 3 anos, com prorrogações de até 2 anos cada. No ano fiscal de 2024, 4.981 brasileiros receberam o L-1, segundo o Departamento de Estado.
Para gerentes e executivos. Abre caminho para o green card EB-1C.
Para profissionais com conhecimento especializado dos produtos, processos ou métodos da empresa.
Requisitos
Quais são os requisitos do L-1?
São três: um ano contínuo de trabalho, em tempo integral, numa empresa do grupo fora dos EUA nos três anos anteriores ao pedido; o vínculo societário entre a empresa brasileira e a americana; e um cargo nos EUA de gestão, direção ou conhecimento especializado.
- O ano de trabalho. Contínuo e em tempo integral, provado com contracheques, pró-labore, contrato social ou registro em carteira.
- O vínculo. A empresa brasileira e a americana precisam ser do mesmo grupo, como matriz e filial, ou ter os mesmos donos em proporção que garanta controle.
- O cargo. No L-1A, o executivo dirige a empresa ou um departamento, ou o gerente supervisiona outros profissionais. No L-1B, o profissional tem um conhecimento da empresa que não se encontra facilmente no mercado.
- A empresa continua operando. A empresa no Brasil precisa seguir ativa durante todo o período do L-1.
Escritório novo
Como funciona o L-1 para abrir um escritório novo nos EUA?
Quem vai abrir a primeira filial nos EUA pede o L-1 de escritório novo (new office). A primeira aprovação é de no máximo 1 ano, e o pedido precisa mostrar que o espaço físico já está garantido e que a operação vai sustentar um cargo gerencial em até um ano.
É aqui que muito pedido tropeça. A imigração quer ver que a filial existe de verdade e que não é uma fachada para levar o dono aos EUA. Ao fim do primeiro ano, a renovação exige a prova de que o plano saiu do papel. A filial precisa ter funcionários, faturamento e o executivo em função de gestão, e não fazendo o trabalho operacional sozinho.
Na maioria dos casos, os advogados parceiros preparam o pedido inicial já pensando nessa renovação, com o plano de negócios ligado a metas que o cliente consegue cumprir e documentar, e a Kora ajuda a reunir e organizar os documentos. O advogado parceiro define a estratégia antes do protocolo.
O pedido de escritório novo precisa provar quatro coisas:
O espaço físico garantido
Com contrato de locação.
O cargo no Brasil
O cargo gerencial ou executivo do empresário na empresa brasileira.
A estrutura planejada
Para a filial, com organograma, metas financeiras e contratações previstas.
A capacidade da matriz
De pagar o salário do executivo e começar a operação americana.
| Taxa do governo | Valor |
|---|---|
| Petição de L-1 (USCIS) | US$ 1.385 |
| Petição de L-1, pequenas empresas | US$ 695 |
| Taxa antifraude | US$ 500 |
| Programa de asilo (pequenas empresas: US$ 300) | US$ 600 |
| Processamento expresso (desde março de 2026) | US$ 2.965 |
| Taxa do visto no consulado | US$ 205 |
Custo e prazo
Quanto custa e quanto tempo leva o L-1?
A petição de L-1 custa US$ 1.385 à USCIS (US$ 695 para pequenas empresas), mais US$ 500 de taxa antifraude e a taxa do programa de asilo, de US$ 600 ou US$ 300 para pequenas empresas. No consulado, a taxa do visto é de US$ 205.
Os valores seguem a tabela de taxas da USCIS. Com o processamento expresso, que custa US$ 2.965 desde março de 2026, a USCIS responde em 15 dias úteis. Para brasileiros, o visto L-1 é emitido com validade de 24 meses e múltiplas entradas, sem taxa de reciprocidade. Em setembro de 2026, a espera por entrevista para vistos com petição nos consulados brasileiros ficava abaixo de duas semanas na maioria dos postos, segundo o Departamento de Estado.

Família
O que acontece com a família no L-1?
O cônjuge e os filhos solteiros menores de 21 anos recebem o visto L-2. O cônjuge pode trabalhar nos EUA por causa do próprio status, e os filhos podem estudar.
Desde 2022, o I-94 do cônjuge em L-2 vem com a anotação que comprova a autorização de trabalho, sem precisar de um pedido separado.
Próximo passo
Do L-1 ao green card: como funciona o EB-1C?
O executivo ou gerente em L-1A pode pedir o green card EB-1C quando a empresa americana completa um ano de operação. O EB-1C não exige certificação trabalhista, e a categoria EB-1 estava sem fila para brasileiros em outubro de 2026.
É o caminho mais comum de quem entra com L-1A e decide ficar. O pedido usa boa parte da mesma evidência do L-1, o que torna importante preparar o primeiro pedido já pensando no segundo. Os detalhes estão na página do green card EB-1C.
Dúvidas
Perguntas frequentes
O que os empresários mais perguntam sobre o L-1.
Sou dono da empresa no Brasil. Posso pedir o L-1 para mim mesmo?
Pode, desde que trabalhe na empresa como gestor ou executivo há pelo menos um ano contínuo nos últimos três e que a empresa americana seja do mesmo grupo. A empresa americana é a peticionária, mesmo que o dono seja a mesma pessoa. A imigração olha com atenção para casos de dono-beneficiário, por isso a prova do cargo e da estrutura da filial precisa ser sólida.
Quanto tempo posso ficar nos EUA com o L-1?
Até 7 anos no L-1A e até 5 anos no L-1B, contando as prorrogações. A primeira admissão vai até 3 anos, ou 1 ano no caso de escritório novo, com prorrogações de até 2 anos. Quem quer ficar de vez costuma pedir o green card EB-1C durante o L-1A.
A empresa no Brasil precisa ter um tamanho mínimo?
A lei não fixa número de funcionários nem faturamento. Na prática, a empresa brasileira precisa mostrar que tem operação real, capacidade de sustentar a filial e uma estrutura em que o executivo de fato gerencia pessoas ou funções. Empresas maiores, com 20 ou mais funcionários e faturamento consistente, costumam ter mais facilidade para provar isso.
Qual é a diferença entre L-1A e L-1B?
O L-1A é para gerentes e executivos e permite até 7 anos nos EUA, com caminho para o green card EB-1C. O L-1B é para quem tem conhecimento especializado dos produtos, processos ou métodos da empresa e permite até 5 anos. O tipo depende da função real que a pessoa exerce, provada com documentos.
Meu cônjuge pode trabalhar nos EUA?
Pode. O cônjuge em L-2 tem autorização de trabalho por causa do próprio status, comprovada pelo I-94 com a anotação L-2S, sem precisar de um pedido separado. Os filhos solteiros menores de 21 anos recebem L-2 e podem estudar.
E se a filial não crescer no primeiro ano?
A renovação do L-1 de escritório novo depende de provar que a filial passou a funcionar: funcionários, faturamento e o executivo em função de gestão. Se a operação não decolou, a renovação corre risco. Por isso os advogados parceiros preparam o plano inicial com metas realistas e documentáveis, com a ajuda da Kora para reunir os dados do cliente, e avaliam a estratégia antes do protocolo.
Consulta de Caso
A sua empresa no Brasil prova que você é o executivo que a filial americana precisa?
Na Consulta de Caso Empresarial, a Kora entende o seu cargo, o vínculo entre as empresas e o plano da filial e explica como ela e os advogados parceiros podem ajudar, antes do primeiro documento.
